Plano de ação 17 – Calendário ambiental: o futuro que queremos

Capacitação de produtores e estudantes na Escola Família Agrícola, Programa Água Brasil, bacia do rio Longá, no município de Pedro II/PI. @WWF-Brasil

Calendário ambiental: o futuro que queremos

PA17 – Produção de um calendário ambiental. 

Tema formativo: Comunidades

Título: Calendário ambiental: o futuro que queremos

Desafios: 

  1. Compreender as conferências, protocolos e agendas ambientais promovidas internacionalmente
  2. Identificar as datas que representam dias de conscientização ambiental
  3. Elaborar um calendário anual de acordo com as especificidades locais
  4. Planejar ações que se relacionem com o calendário elaborado 

Contexto: Países e entidades internacionais se reúnem para promover debates, elaborar relatórios, documentos, compartilhar estudos científicos e organizar metas que contribuam para o avanço da sustentabilidade. O primeiro grande evento desse porte ocorreu em 1972 na Conferência das Nações Unidas, em Estocolmo, Suécia, culminando em documentos relevantes, como a Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, o Plano de Ação para o Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). De lá para cá, essas reuniões se tornaram cada vez mais frequentes contribuindo para o desenvolvimento concreto de iniciativas internacionais, relacionadas à preservação e restauração do meio ambiente. Princípios, responsabilidades e recomendações são debatidas e organizadas nesses encontros para que os países, de acordo com suas especificidades, desenvolvam políticas públicas, com envolvimento de outros setores, relativas ao cuidado com o meio ambiente.  Em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu novamente um encontro importante de países e organizações para debater o modelo social vigente. Entre muitas conclusões, se estabeleceu um documento, denominado como Agenda 21, com o intuito de promover outras relações com os recursos naturais, diferentemente do modo predatório que até então tinha se estabelecido como melhor forma de se explorar a natureza. Nesta agenda, um modelo sustentável foi defendido com ações de cooperação entre países, combate à pobreza, preservação da biodiversidade e diminuição dos padrões de consumo. Novos encontros foram realizados para avaliar essas metas, rever planos e estabelecer novas ações, como, por exemplo, o Protocolo de Kyoto em 1997, com foco nas mudanças climáticas e principalmente na diminuição das emissões de gases estufas na atmosfera. A Rio+10, conferência realizada em Joanesburgo, África do Sul, retomou os compromissos passados e deu luz aos problemas globais, como a miséria, falta de saneamento básico e conflitos armados. Em 2012, ocorreu a Rio+20, novamente na cidade do Rio de Janeiro. Neste momento, as ações realizadas nos 20 anos anteriores foram avaliadas e foi debatido o que se esperava dos próximos 20 anos. Um novo documento intitulado –  O futuro que queremos – foi organizado e duas vertentes foram fortalecidas: erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável. Em 2015, a ONU estabeleceu a Agenda 2030 com metas globais para os próximos 15 anos. O evento mais atual e que se torna o mote das novas reflexões sobre a natureza é a declaração de que 2021 a 2030 é a década da restauração dos ecossistemas, promulgada pela ONU e envolvendo diversas organizações internacionais, entre elas, diferentes comunidades, cientistas, religiosos e lideranças políticas. Para esse período, o desejo é realizar infindáveis ações que recuperem os diversos ecossistemas envolvendo os diversos atores sociais

Para realizar o desafio é importante entender sobre:

  • Conferência de Estocolmo;
  • Eco-92;
  • Protocolo de Kyoto
  • Agenda 2030
  • Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
  • Década da restauração dos ecossistemas

Atividade

Formação de uma rede comunitária reflexiva sobre as demandas locais para a construção de um calendário ambiental de ações 

Etapas

  1. Faça um levantamento das principais conferências ambientais que ocorreram desde 1972 e organize uma linha do tempo com essas informações. Destaque as principais metas que foram estabelecidas nesses encontros e já tente identificar quais delas seriam bons pontos de discussão em sua cidade, comunidade, bairro ou escola. Pense em quais podem virar planos de ação para melhorar a qualidade de vida ambiental e social. 
  2. Planeje-se para promover encontros sobre as metas com a comunidade. É importante que você apresente a linha do tempo, pois esse conteúdo deve ajudar as pessoas a pensarem como a discussão coletiva local está relacionada a demandas mundiais.  Tenha dados de estudos científicos para embasar as discussões. Provavelmente, por causa da complexidade do tema, será necessário fazer mais de um encontro.
  3. Promova pequenos encontros (em tempos de pandemia, melhor organizá-los virtualmente) com diferentes pessoas (gênero, idade, classe social e profissões) para que escolham coletivamente metas prioritárias. Quanto mais pessoas participarem dos encontros, mais rica será a discussão, assim como mais coerente serão as escolhas de metas de acordo com as demandas locais. Estabeleça pautas para as conversas, turnos de fala, registre as ideias e as justificativas para cada meta escolhida. 
  4. Com as metas estabelecidas, é necessário agora criar planos de ação para que cada uma seja alcançada. O desenvolvimento dos planos de ação podem ser realizados em pequenos grupos, de acordo com as preferências de atuação das pessoas. Para um primeiro momento, um pequeno esboço do plano de ação pode ser suficiente. 
  5. Em comunidade, organize as metas e os planos de ação em um calendário anual. Para que os planos se tornem mais significativos, tente colocá-los em datas ambientalmente demarcadas, como o dia mundial da água, o dia do meio ambiente, etc. Nestas datas já acontecem diversos eventos mundialmente e é interessante que aconteçam diálogos  com outras ações
  6. Crie subgrupos. Como tirar tantas ideias do papel e colocá-las em prática? O desafio é grandioso e precisa envolver muitas pessoas. Para cada plano de ação, é fundamental mais discussão, mais escuta e planejamento. A criação de subgrupos, de acordo com o interesse das pessoas, pode ajudar a organizar as ações para cada evento. Eleger um representante para cada ação é outra estratégia importante. Eles deverão ficar responsáveis por organizar os eventos, fomentar novas parcerias e colocar as ideias em prática.
  7. Procure apoios e parcerias. As parcerias serão necessárias em todas as etapas do seu trabalho. E não tenha receio em mudar os eventos, repensar as ações! Elas serão construídas gradativamente e coletivamente. 

Sugestões de entrega:

  • Projeto para órgãos públicos
  • Material áudio visual
  • Página em mídia social para a divulgação do calendário
  • Proposta de parceria com ONG

Fontes inspiradoras para realizar o desafio:

https://brasilescola.uol.com.br/geografia/conferencias-ambientais.htm

https://brasil.un.org/

http://www.ciaambiental.com.br/2021/02/05/acompanhe-as-datas-ambientais-de-2021-com-o-calendario-da-cia-ambiental/ 

https://brasil.un.org/pt-br/130341-comeca-decada-da-onu-da-restauracao-de-ecossistemas

http://paracatu.mg.gov.br/noticia/812/Prefeitura-promove-semana-do-Meio-Ambiente-em-Paracatu

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