Escassez hídrica

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Anualmente, a cada estação seca, o noticiário traz alertas sobre escassez hídrica e possibilidade de racionamento no fornecimento de água e de energia elétrica. Fica evidente que alguma coisa está errada porque um problema tão sério não deveria ser negligenciado por tanto tempo. A relevância do tema o coloca também entre os assuntos mais abordados em materiais didáticos, provas e vestibulares.

Dessa forma, é possível supor que todos compreendem a gravidade do tema e estão comprometidos com sua solução. Será mesmo? Acreditamos que é preciso explorar mais profundamente a relação entre a escassez hídrica e as oportunidades de reverter esse cenário de crise mediante ações de restauração de ecossistemas degradados e a conservação do que mantêm suas funções pouco alteradas. Temos de compreender quem são os grandes responsáveis não só pelo problema, mas pela sua reparação. É preciso destacar as ações que possam ajudar a solucionar o problema da disponibilidade de água desigual entre as diferentes partes do país. 

A responsabilidade pela recuperação e preservação dos mananciais deve ser repartida e assumida por todos os agentes sociais envolvidos, sobretudo pelos grandes consumidores, os agentes econômicos do setor agropecuário e industrial.

Para tratar da falta de água, é preciso entender sobre rede hidrográfica, cobertura vegetal e uso do solo, regime de chuvas, localização, dimensão, potencial de abastecimento e vulnerabilidade dos aquíferos. Esses são aspectos  co-dependentes e suscetíveis às alterações climáticas e atividades econômicas não comprometidas com sua conservação.

Não consumimos água apenas nas atividades de higiene, alimentação e para saciar a sede. Também consumimos água virtual quando utilizamos qualquer produto que utilize água em sua produção. Por isso, refletir sobre nossos hábitos de consumo é fundamental para melhorar esse cenário. 

Muita coisa pode ser feita, desde cobrar das marcas uma conduta coerente com as necessidades de conservar os recursos hídricos, florestais até fortalecer as comunidades que conservam, protegem e restauram esses recursos. 

Rever nossa relação cultural com os rios nas cidades é fundamental. Eles não são apenas marginais e locais fáceis para se fazer uma avenida, muito menos meio para descartar aquilo que não nos serve mais, como lixo, entulho ou esgoto. Por isso, propomos ações para refletir sobre como ocupamos as margens de rios e nascentes nas cidades e ressignificar esses espaços. Assim como conhecer melhor as leis que protegem esses recursos para melhorar nossa atuação como cidadãos.

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