Mudanças climáticas

Capivari, SP, Brasil - 19 de janeiro de 2015: Um menino observa enquanto caminha por uma rua inundada após fortes chuvas atingirem um bairro residencial. Foto: Shutterstock

A natureza não é estática, mas a rapidez com que as transformações estão acontecendo não deixa dúvidas entre os cientistas de que a interferência do homem é responsável pela mudança climática. A aceleração vem se mostrando ainda mais gritante nos últimos anos.

O modo de vida contemporâneo, com uma exploração predatória dos recursos naturais, intensifica as instabilidades da natureza. Enormes devastações, como a retirada das florestas, não ficam sem consequências. Perder grandes responsáveis por absorver o dióxido de carbono da atmosfera, por manter de infindáveis reservatórios de água subterrâneas protegidos e servir de base primordial para estruturar os ecossistemas, faz com que tenhamos problemas ambientais urgentes. Assistimos ao aumento de regiões quentes no planeta, derretimento das geleiras, crescimento do volume dos oceanos, alteração nos ciclos naturais de plantas e outros seres vivos. Esses são alguns exemplos, mas existem muitos mais.

Todas essas questões são pautas coletivas da humanidade. Portanto, é de grande relevância entender o tema. Os problemas são evidentes e estão em toda a parte: nos noticiários, em discussões cotidianas, agendas ambientais e reuniões de líderes internacionais. Porém, será que sabemos qual a responsabilidade de cada um? Será que o comprometimento das grandes indústrias em torno do tema deverá ser o mesmo do pequeno agricultor? São perguntas que precisam ser consideradas para agir nas mudanças climáticas. 

A grande mídia, muitas vezes, transfere responsabilidades para o pequeno consumidor, ou as joga exclusivamente para os governantes. A agropecuária, mineração, indústria de bebidas, alimentos, e têxtil, por exemplo, parecem ter seus deveres amenizados, em nome do desenvolvimento. O modo de vida atual não é questionado, e quando é, a discussão não engrena para um viés de transformação do modo com o qual nos relacionamos com a natureza. Não conseguimos frear a era do capital. Sempre aumentamos o grau de exploração. 

É imprescindível que as relações entre a nossa lógica de vida sejam melhor costuradas com as problemáticas ambientais. Pensar em mudanças climáticas de forma profunda supõe relacioná-las ao consumismo, à obsolescência dos produtos, aos interesses das corporações, à lógica do lucro concentrado em pequenos grupos, ao modo de vida hegemônico, à desvalorização dos conhecimentos tradicionais, ao desrespeito ao tempo natural. 

Para compreender e propor ações relevantes em torno do tema é necessário um olhar do macro ao micro, do micro ao macro. Ir e vir inúmeras vezes. Repensar pequenas ações que serão multiplicadas e engrandecidas.

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