Conservar

Foto: André Dib WWF-Brasil

Não é à toa que a restauração tornou-se o lema da década de 2020 para a Organização das Nações Unidas: já não basta conservar o que restou dos ecossistemas naturais em todo o planeta. Mas para que conservar os ecossistemas? Quais ecossistemas? Quais são os benefícios que isso nos trará? Ou  melhor: quais problemas isso evitará? A Restaura Natureza quer estimular essas perguntas e incentivar a busca por respostas cada vez mais criativas e engajadoras.

É preciso entender o que é a natureza, porque dependemos dela e as consequências de rompermos o frágil equilíbrio da vida. Ao longo das atividades que a Restaura Natureza propõem, questione-se ou questione sua equipe o quanto se sentem parte da natureza, o quanto entendem das relações que sustentam a vida em suas variadas formas. 

A ciência compreende que a vida se estrutura de forma dinâmica por meio da inter-relação de múltiplos fatores ambientais incluindo nós, seres humanos. Tantas conexões, processos e seus componentes devem ser o foco do olhar investigativo ao longo das diferentes ações propostas.

Quando a humanidade acendeu o alerta para os danos causados pela ação humana começou-se a pensar em reservas de vida selvagem, unidades de conservação, espaços onde a presença humana não teria vez. Estudos, contudo, revelaram que diferentes formações tidas como naturais receberam contribuições da ação humana, provando nossa interligação com os processos naturais. Ao olhar para povos indígenas em todos os continentes e populações rurais, percebemos que  o modo intensivo de exploração é o grande vilão. Entretanto, outras formas de viver na natureza evidenciam que é possível integrar nossa presença nos ambientes naturais e desenvolver novas estratégias de conservação. 

Conservar não significa congelar um ambiente segundo uma determinada ideia que temos dele. Conservar deve ser preservar as relações, os fluxos e as trocas que os seres realizam entre si nos ecossistemas que restam e promover a recuperação dos que foram impactados. 

As atividades e a vida humana dependem desses processos, fluxos e trocas entre seres, ecossistemas e lugares. Mas não devemos conservar apenas por conveniência própria, a natureza em si tem seus direitos.

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