Técnicas de Restauração

Foto: Adriano Gambarini/WWF-US

A expressão “técnicas de restauração”, à primeira vista, pode assustar aquelas pessoas que não tem familiaridade com o tema, mas não se preocupe. Na Restaura Natureza, as técnicas estão a nosso favor e partem de ações simples, que realizamos cotidianamente nas relações sociais, no uso do espaço e nas atividades de estudo e pesquisa. Às vezes, sem saber, reunimos muitas das habilidades necessárias para sermos restauradores.

Antes de pôr as mãos na terra, temos que refletir sobre o que é restaurar. Também pensar: O que restaurar? Por quê? Quando uma área precisa de restauração? E por onde começar? 

Tanto o conhecimento científico como o conhecimento tradicional dos povos originários e populações locais ajudam a entender as mudanças que os ambientes sofreram ao longo do tempo e o que precisa ser restaurado. Por isso, lembramos que cada caso é um caso. Em cada ação será preciso investigar as dinâmicas ambientais típicas de um ambiente ou ecossistema, entender o que mudou, o que ocasionou tal mudança. É necessário também pensar em diferentes escalas porque há fenômenos locais, regionais ou globais que podem afetar a área estudada. 

O conhecimento científico se produz com metodologias, crítica, revisão de procedimentos, avaliação de resultados e planejamento, num processo cíclico virtuoso, onde boas informações são validadas e as incorretas são descartadas. No desenvolvimento da ciência, ao longo de séculos, aprendemos sobre a necessidade de um olhar interdisciplinar. 

Por exemplo, não basta analisar uma nascente apenas com base em suas características  físicas, como altitude, profundidade do lençol freático, composição do solo etc, e biológicos, como presença de vegetação ou animais na área. Para determinar seu estado de preservação ou risco, é importante considerar como o local é historicamente utilizado, a importância econômica da área, existência de conflitos entre pessoas ou comunidades que dependem da nascente ou têm interesse na área onde ela se encontra. A condição econômica dessas pessoas ou comunidades também pode determinar o futuro da nascente. 

É um processo complexo, mas não tanto. As ações de restauração começam pelo engajamento. É necessário ter interesse no tema, curiosidade e vontade de melhorar seu território. Logo as pessoas vão botando a mão na terra com ações como criação de hortas comunitárias, construção de jardins de água, plantio de árvores nas ruas da cidade, produção de mudas para aumentar as áreas verdes, revitalização de praças, parques, margens de estradas, produção de bombas de sementes para terrenos baldios, desimpermeabilização do solo urbano, contenção dos descartes incorreto de resíduos, recuperação de nascentes, plantio de árvores em áreas de preservação permanente.

Queremos instigar a apropriação dos conhecimentos já produzidos, incentivar o engajamento de pessoas e comunidades em ações de restauração, estimular a formação de redes de trabalho e trocas de saberes e experiências, unir esforços de diferentes segmentos da sociedade e fomentar a inovação com uso de tecnologias sustentáveis.

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Técnicas de restauração

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